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Novo testamento em 13 semanas

Novo testamento em 13 semanas

A Palavra de Deus, no livro de Salmos, nos diz o seguinte: “Tua palavra é lâmpada para meus pés e luz para meu caminho.” Salmos 119:105 NVT. Através deste texto, podemos compreender que é a Bíblia que ilumina os nossos passos, para que não venhamos a errar o caminho. É a palavra que nos guia dia após dia, passo a passo, em nossa jornada em direção a Cristo. Ela é nossa regra de fé e prática, e é ela que nos revela quem o Senhor Jesus é. Ler a Bíblia deve ser um hábito na vida de todo Cristão, e é isso que buscamos com nosso plano de leitura do Novo Testamento em 13 semanas. Queremos que dia após a dia, durante esses 90 dias, você se apaixone cada vez mais pelas escrituras. São em média três capítulos por dia, porém cremos que cada palavra será suficiente para encher o seu coração de Jesus. Se quiser saber mais sobre o nosso ministério, nos siga nas redes sociais @ministeriomulti. Deus te abençoe!

Lista de leituras

Dia1

Este é o registro dos antepassados de Jesus Cristo, descendente de Davi e de Abraão: Abraão gerou Isaque. Isaque gerou Jacó. Jacó gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou Perez e Zerá, cuja mãe foi Tamar. Perez gerou Esrom. Esrom gerou Rão. Rão gerou Aminadabe. Aminadabe gerou Naassom. Naassom gerou Salmom. Salmom gerou Boaz, cuja mãe foi Raabe. Boaz gerou Obede, cuja mãe foi Rute. Obede gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, cuja mãe foi Bate-Seba, viúva de Urias. Salomão gerou Roboão. Roboão gerou Abias. Abias gerou Asa. Asa gerou Josafá. Josafá gerou Jeorão. Jeorão gerou Uzias. Uzias gerou Jotão. Jotão gerou Acaz. Acaz gerou Ezequias. Ezequias gerou Manassés. Manassés gerou Amom. Amom gerou Josias. Josias gerou Joaquim e seus irmãos, nascidos no tempo do exílio na Babilônia. Depois do exílio na Babilônia: Joaquim gerou Salatiel. Salatiel gerou Zorobabel. Zorobabel gerou Abiúde. Abiúde gerou Eliaquim. Eliaquim gerou Azor. Azor gerou Sadoque. Sadoque gerou Aquim. Aquim gerou Eliúde. Eliúde gerou Eleazar. Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó. Jacó gerou José, marido de Maria. Maria deu à luz Jesus, que é chamado Cristo. Portanto, são catorze gerações de Abraão até Davi, catorze de Davi até o exílio na Babilônia e catorze do exílio na Babilônia até Cristo. Foi assim que nasceu Jesus Cristo. Maria, sua mãe, estava prometida para se casar com José. Antes do casamento, porém, ela engravidou pelo poder do Espírito Santo. José, seu noivo, era um homem justo e resolveu romper a união em segredo, pois não queria envergonhá-la com uma separação pública. Enquanto ele pensava nisso, um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e disse: “José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria como esposa, pois a criança dentro dela foi concebida pelo Espírito Santo. Ela terá um filho, e você lhe dará o nome de Jesus, pois ele salvará seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para cumprir o que o Senhor tinha dito por meio do profeta: “Vejam! A virgem ficará grávida! Ela dará à luz um filho, e o chamarão Emanuel, que significa ‘Deus conosco’”. Quando José acordou, fez o que o anjo do Senhor lhe havia ordenado e recebeu Maria como esposa. No entanto, não teve relações com ela até o menino nascer; e ele lhe deu o nome de Jesus. Mateus 1:1-25 Jesus nasceu em Belém, na Judeia, durante o reinado de Herodes. Por esse tempo, alguns sábios das terras do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. Ao ouvir isso, o rei Herodes ficou perturbado, e com ele todo o povo de Jerusalém. Reuniu os principais sacerdotes e os mestres da lei e lhes perguntou: “Onde nascerá o Cristo?”. Eles responderam: “Em Belém da Judeia, pois assim escreveu o profeta: ‘E você, Belém, na terra de Judá, não é a menor entre as principais cidades de Judá, pois de você virá um governante que será o pastor do meu povo, Israel’”. Então Herodes convocou os sábios em segredo e soube por eles o momento em que a estrela tinha aparecido. “Vão a Belém e procurem o menino com atenção”, disse ele. “Quando o encontrarem, voltem e digam-me, para que eu vá e também o adore.” Após a conversa com o rei, os sábios seguiram seu caminho, guiados pela estrela que tinham visto no Oriente. Ela ia adiante deles, até que parou acima do lugar onde o menino estava. Quando viram a estrela, ficaram muito alegres. Ao entrar na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e se prostraram e o adoraram. Então abriram seus tesouros e o presentearam com ouro, incenso e mirra. Quando chegou a hora de partir, retornaram para sua terra por outro caminho, pois haviam sido avisados em sonho para não voltar a Herodes. Depois que os sábios partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho. “Levante-se”, disse o anjo. “Fuja para o Egito com o menino e sua mãe. Fique lá até eu lhe dizer que volte, pois Herodes vai procurar o menino a fim de matá-lo.” Naquela mesma noite, José se levantou e partiu com o menino e Maria, sua mãe, para o Egito, onde ficaram até a morte de Herodes. Cumpriu-se, assim, o que o Senhor tinha dito por meio do profeta: “Do Egito chamei meu filho”. Quando Herodes se deu conta de que os sábios o haviam enganado, ficou furioso. Enviou soldados para matar todos os meninos de dois anos para baixo em Belém e seus arredores, tomando por base o relato dos sábios acerca da primeira aparição da estrela. Com isso, cumpriu-se o que foi dito por meio do profeta Jeremias: “Ouviu-se um clamor em Ramá, choro e grande lamentação. Raquel chora por seus filhos e se recusa a ser consolada, pois eles já não existem”. Quando Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito. “Levante-se”, disse o anjo. “Leve o menino e a mãe de volta para a terra de Israel, pois já morreram os que tentavam matar o menino.” Então José se levantou e se preparou para voltar à terra de Israel com o menino e sua mãe. Soube, porém, que o novo governador da Judeia era Arquelau, filho de Herodes, e teve medo de ir para lá. Depois de ser avisado em sonho, partiu para a região da Galileia. A família foi morar numa cidade chamada Nazaré, cumprindo-se, desse modo, o que os profetas haviam dito, que Jesus seria chamado nazareno. Mateus 2:1-23

Dia2

Naqueles dias, João Batista apareceu no deserto da Judeia e começou a anunciar a seguinte mensagem: “Arrependam-se, pois o reino dos céus está próximo”. O profeta Isaías se referia a João quando disse: “Ele é uma voz que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para a vinda do Senhor! Abram a estrada para ele!’”. As roupas de João eram tecidas com pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de todo o vale do Jordão ia até ele. Quando confessavam seus pecados, ele os batizava no rio Jordão. Mas, quando João viu que muitos fariseus e saduceus vinham ao lugar de batismo, ele os repreendeu abertamente. “Raça de víboras!”, exclamou. “Quem os convenceu a fugir da ira que está por vir? Provem por suas ações que vocês se arrependeram. Não pensem que podem dizer uns aos outros: ‘Estamos a salvo, pois somos filhos de Abraão’. Isso não significa nada, pois eu lhes digo que até destas pedras Deus pode fazer surgir filhos de Abraão. Agora mesmo o machado do julgamento está pronto para cortar as raízes das árvores. Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. “Eu batizo com água aqueles que se arrependem. Depois de mim, porém, virá alguém mais poderoso que eu, alguém muito superior, cujas sandálias não sou digno de carregar. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele já tem na mão a pá, e com ela separará a palha do trigo e limpará a área onde os cereais são debulhados. Juntará o trigo no celeiro, mas queimará a palha no fogo que nunca se apaga.” Jesus foi da Galileia ao rio Jordão para que João o batizasse. João, porém, tentou impedi-lo. “Eu é que preciso ser batizado pelo senhor”, disse ele. “Então por que vem a mim?” Jesus respondeu: “É necessário que seja assim, pois devemos fazer tudo que Deus requer”. E João concordou em batizá-lo. Depois do batismo, enquanto Jesus saía da água, o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre ele. E uma voz do céu disse: “Este é meu Filho amado, que me dá grande alegria”. Mateus 3:1-17 Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. Depois de passar quarenta dias e quarenta noites sem comer, teve fome. O tentador veio e lhe disse: “Se você é o Filho de Deus, ordene que estas pedras se transformem em pães”. Jesus, porém, respondeu: “As Escrituras dizem: ‘Uma pessoa não vive só de pão, mas de toda palavra que vem da boca de Deus’”. Então o diabo o levou à cidade santa, até o ponto mais alto do templo, e disse: “Se você é o Filho de Deus, salte daqui. Pois as Escrituras dizem: ‘Ele ordenará a seus anjos que o protejam. Eles o sustentarão com as mãos, para que não machuque o pé em alguma pedra’”. Jesus respondeu: “As Escrituras também dizem: ‘Não ponha à prova o Senhor, seu Deus’”. Em seguida, o diabo o levou até um monte muito alto e lhe mostrou todos os reinos do mundo e sua glória. “Eu lhe darei tudo isto”, declarou. “Basta ajoelhar-se e adorar-me.” “Saia daqui, Satanás!”, disse Jesus. “Pois as Escrituras dizem: ‘Adore o Senhor, seu Deus, e sirva somente a ele’.” Então o diabo foi embora, e anjos vieram e serviram Jesus. Quando Jesus soube que João havia sido preso, voltou à Galileia. Saindo de Nazaré, mudou-se para Cafarnaum, junto ao mar da Galileia, na região de Zebulom e Naftali. Cumpriu-se, desse modo, o que foi dito por meio do profeta Isaías: “Na terra de Zebulom e Naftali, junto ao mar, além do rio Jordão, na Galileia, onde vivem tantos gentios, o povo que vivia na escuridão viu uma grande luz, e sobre os que viviam na terra onde a morte lança sua sombra, uma luz brilhou”. A partir de então, Jesus começou a anunciar sua mensagem: “Arrependam-se, pois o reino dos céus está próximo”. Enquanto andava à beira do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos, Simão, também chamado Pedro, e André. Jogavam redes ao mar, pois viviam da pesca. Jesus lhes disse: “Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de gente”. No mesmo instante, deixaram suas redes e o seguiram. Pouco adiante, Jesus viu outros dois irmãos, Tiago e João, consertando redes num barco com o pai, Zebedeu. Jesus os chamou, e eles também o seguiram de imediato, deixando para trás o barco e o pai. Jesus viajou por toda a região da Galileia, ensinando nas sinagogas, anunciando as boas-novas do reino e curando as pessoas de todo tipo de doenças. As notícias a seu respeito se espalharam até a Síria, e logo o povo começou a lhe trazer todos que estavam enfermos. Qualquer que fosse a enfermidade ou dor, quer estivessem possuídos por demônio, quer sofressem de convulsões, quer fossem paralíticos, Jesus os curava. Grandes multidões o seguiam, gente da Galileia, das Dez Cidades, de Jerusalém, de toda a Judeia e da região a leste do rio Jordão. Mateus 4:1-25

Dia3

Certo dia, quando Jesus viu que as multidões se ajuntavam, subiu a encosta do monte e ali sentou-se. Seus discípulos se reuniram ao redor, e ele começou a ensiná-los. “Felizes os pobres de espírito, pois o reino dos céus lhes pertence. Felizes os que choram, pois serão consolados. Felizes os humildes, pois herdarão a terra. Felizes os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados. Felizes os misericordiosos, pois serão tratados com misericórdia. Felizes os que têm coração puro, pois verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, pois serão chamados filhos de Deus. Felizes os perseguidos por causa da justiça, pois o reino dos céus lhes pertence. “Felizes são vocês quando, por minha causa, sofrerem zombaria e perseguição, e quando outros, mentindo, disserem todo tipo de maldade a seu respeito. Alegrem-se e exultem, porque uma grande recompensa os espera no céu. E lembrem-se de que os antigos profetas foram perseguidos da mesma forma.” “Vocês são o sal da terra. Mas, se o sal perder o sabor, para que servirá? É possível torná-lo salgado outra vez? Será jogado fora e pisado pelos que passam, pois já não serve para nada. “Vocês são a luz do mundo. É impossível esconder uma cidade construída no alto de um monte. Não faz sentido acender uma lâmpada e depois colocá-la sob um cesto. Pelo contrário, ela é colocada num pedestal, de onde ilumina todos que estão na casa. Da mesma forma, suas boas obras devem brilhar, para que todos as vejam e louvem seu Pai, que está no céu.” “Não pensem que eu vim abolir a lei de Moisés ou os escritos dos profetas; vim cumpri-los. Eu lhes digo a verdade: enquanto o céu e a terra existirem, nem a menor letra ou o menor traço da lei desaparecerá até que todas as coisas se cumpram. Portanto, quem desobedecer até ao menor mandamento, e ensinar outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no reino dos céus. Mas aquele que obedecer à lei de Deus e ensiná-la será considerado grande no reino dos céus. “Eu os advirto: a menos que sua justiça supere muito a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vocês jamais entrarão no reino dos céus.” “Vocês ouviram o que foi dito a seus antepassados: ‘Não mate. Se cometer homicídio, estará sujeito a julgamento’. Eu, porém, lhes digo que basta irar-se contra alguém para estar sujeito a julgamento. Quem xingar alguém de estúpido, corre o risco de ser levado ao tribunal. Quem chamar alguém de louco, corre o risco de ir para o inferno de fogo. “Portanto, se você estiver apresentando uma oferta no altar do templo e se lembrar de que alguém tem algo contra você, deixe sua oferta ali no altar. Vá, reconcilie-se com a pessoa e então volte e apresente sua oferta. “Quando você e seu adversário estiverem a caminho do tribunal, acertem logo suas diferenças. Do contrário, pode ser que o acusador o entregue ao juiz, e o juiz, a um oficial, e você seja lançado na prisão. Eu lhe digo a verdade: você não será solto enquanto não tiver pago até o último centavo.” “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não cometa adultério’. Eu, porém, lhes digo que quem olhar para uma mulher com cobiça já cometeu adultério com ela em seu coração. Se o olho direito o leva a pecar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor perder uma parte do corpo que ser todo ele lançado no inferno. E, se a mão direita o leva a pecar, corte-a e jogue-a fora. É melhor perder uma parte do corpo que ser todo ele lançado no inferno.” “Também foi dito: ‘Quem se divorciar da esposa deverá conceder-lhe um certificado de divórcio’. Eu, porém, lhes digo que quem se divorcia da esposa, exceto por imoralidade, a faz cometer adultério. E quem se casa com uma mulher divorciada também comete adultério.” “Vocês também ouviram o que foi dito a seus antepassados: ‘Não quebre seus juramentos; cumpra os juramentos que fizer ao Senhor’. Eu, porém, lhes digo que não façam juramento algum. Não digam: ‘Juro pelo céu’, pois o céu é o trono de Deus. Também não digam: ‘Juro pela terra’, pois a terra é onde ele descansa os pés. E não digam: ‘Juro por Jerusalém’, pois Jerusalém é a cidade do grande Rei. Nem sequer digam: ‘Juro pela minha cabeça’, pois vocês não podem tornar branco ou preto um fio de cabelo sequer. Quando disserem ‘sim’, seja de fato sim. Quando disserem ‘não’, seja de fato não. Qualquer coisa além disso vem do maligno.” “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’. Eu, porém, lhes digo que não se oponham ao perverso. Se alguém lhe der um tapa na face direita, ofereça também a outra. Se você for processado no tribunal e lhe tomarem a roupa do corpo, deixe que levem também a capa. Se alguém o forçar a caminhar uma milha com ele, caminhe duas. Dê a quem pedir e não volte as costas a quem quiser tomar emprestado de você.” “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo’ e odeie o seu inimigo. Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem por quem os persegue. Desse modo, vocês agirão como verdadeiros filhos de seu Pai, que está no céu. Pois ele dá a luz do sol tanto a maus como a bons e faz chover tanto sobre justos como injustos. Se amarem apenas aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os cobradores de impostos fazem o mesmo. Se cumprimentarem apenas seus amigos, que estarão fazendo de mais? Até os gentios fazem isso. Portanto, sejam perfeitos, como perfeito é seu Pai celestial.” Mateus 5:1-48 “Tenham cuidado! Não pratiquem suas boas ações em público, para serem admirados por outros, pois não receberão a recompensa de seu Pai, que está no céu. Quando ajudarem alguém necessitado, não façam como os hipócritas que tocam trombetas nas sinagogas e nas ruas para serem elogiados pelos outros. Eu lhes digo a verdade: eles não receberão outra recompensa além dessa. Mas, quando ajudarem alguém necessitado, não deixem que a mão esquerda saiba o que a direita está fazendo. Deem sua ajuda em segredo, e seu Pai, que observa em segredo, os recompensará.” “Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas, que gostam de orar em público nas sinagogas e nas esquinas, onde todos possam vê-los. Eu lhes digo a verdade: eles não receberão outra recompensa além dessa. Mas, quando orarem, cada um vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, em segredo. Então seu Pai, que observa em segredo, os recompensará. “Ao orar, não repitam frases vazias sem parar, como fazem os gentios. Eles acham que, se repetirem as palavras várias vezes, suas orações serão respondidas. Não sejam como eles, pois seu Pai sabe exatamente do que vocês precisam antes mesmo de pedirem. “Portanto, orem da seguinte forma: Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o pão para este dia, e perdoa nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém. “Seu Pai celestial os perdoará se perdoarem aqueles que pecam contra vocês. Mas, se vocês se recusarem a perdoar os outros, seu Pai não perdoará seus pecados.” “Quando jejuarem, não façam como os hipócritas, que se esforçam para parecer tristes e desarrumados a fim de que as pessoas percebam que estão jejuando. Eu lhes digo a verdade: eles não receberão outra recompensa além dessa. Mas, quando jejuarem, penteiem o cabelo e lavem o rosto. Desse modo, ninguém notará que estão jejuando, exceto seu Pai, que sabe o que vocês fazem em segredo. E seu Pai, que observa em segredo, os recompensará.” “Não ajuntem tesouros aqui na terra, onde as traças e a ferrugem os destroem, e onde ladrões arrombam casas e os furtam. Ajuntem seus tesouros no céu, onde traças e ferrugem não destroem, e onde ladrões não arrombam nem furtam. Onde seu tesouro estiver, ali também estará seu coração. “Seus olhos são como uma lâmpada que ilumina todo o corpo. Quando os olhos são bons, todo o corpo se enche de luz. Mas, quando os olhos são maus, o corpo se enche de escuridão. E, se a luz que há em vocês é, na verdade, escuridão, como é profunda essa escuridão! “Ninguém pode servir a dois senhores, pois odiará um e amará o outro; será dedicado a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro.” “Por isso eu lhes digo que não se preocupem com a vida diária, se terão o suficiente para comer, beber ou vestir. A vida não é mais que comida, e o corpo não é mais que roupa? Observem os pássaros. Eles não plantam nem colhem, nem guardam alimento em celeiros, pois seu Pai celestial os alimenta. Acaso vocês não são muito mais valiosos que os pássaros? Qual de vocês, por mais preocupado que esteja, pode acrescentar ao menos uma hora à sua vida? “E por que se preocupar com a roupa? Observem como crescem os lírios do campo. Não trabalham nem fazem roupas e, no entanto, nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como eles. E, se Deus veste com tamanha beleza as flores silvestres que hoje estão aqui e amanhã são lançadas ao fogo, não será muito mais generoso com vocês, gente de pequena fé? “Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? O que vamos vestir?’. Essas coisas ocupam o pensamento dos pagãos, mas seu Pai celestial já sabe do que vocês precisam. Busquem, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão dadas. “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará suas próprias inquietações. Bastam para hoje os problemas deste dia.” Mateus 6:1-34 “Não julguem para não serem julgados, pois vocês serão julgados pelo modo como julgam os outros. O padrão de medida que adotarem será usado para medi-los. “Por que você se preocupa com o cisco no olho de seu amigo enquanto há um tronco em seu próprio olho? Como pode dizer a seu amigo: ‘Deixe-me ajudá-lo a tirar o cisco de seu olho’, se não consegue ver o tronco em seu próprio olho? Hipócrita! Primeiro, livre-se do tronco em seu olho; então você verá o suficiente para tirar o cisco do olho de seu amigo. “Não deem o que é santo aos cães, nem joguem pérolas aos porcos; pois os porcos pisotearão as pérolas, e os cães se voltarão contra vocês e os atacarão.” “Peçam, e receberão. Procurem, e encontrarão. Batam, e a porta lhes será aberta. Pois todos que pedem, recebem. Todos que procuram, encontram. E, para todos que batem, a porta é aberta. “Respondam: Se seu filho lhe pedir pão, você lhe dará uma pedra? Ou, se pedir um peixe, você lhe dará uma cobra? Portanto, se vocês, que são maus, sabem dar bons presentes a seus filhos, quanto mais seu Pai, que está no céu, dará bons presentes aos que lhe pedirem!” “Em todas as coisas façam aos outros o que vocês desejam que eles lhes façam. Essa é a essência de tudo que ensinam a lei e os profetas.” “Entrem pela porta estreita. A estrada que conduz à destruição é ampla, e larga é sua porta, e muitos escolhem esse caminho. Mas a porta para a vida é estreita, e o caminho é difícil, e são poucos os que o encontram.” “Tomem cuidado com falsos profetas que vêm disfarçados de ovelhas, mas que, na verdade, são lobos esfomeados. Vocês os identificarão por seus frutos. É possível colher uvas de espinheiros ou figos de ervas daninhas? Da mesma forma, a árvore boa produz frutos bons, e a árvore ruim produz frutos ruins. A árvore boa não pode produzir frutos ruins, e a árvore ruim não pode produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Portanto, é possível identificar a pessoa por seus frutos.” “Nem todos que me chamam: ‘Senhor! Senhor!’ entrarão no reino dos céus, mas apenas aqueles que, de fato, fazem a vontade de meu Pai, que está no céu. No dia do juízo, muitos me dirão: ‘Senhor! Senhor! Não profetizamos em teu nome, não expulsamos demônios em teu nome e não realizamos muitos milagres em teu nome?’. Eu, porém, responderei: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que desobedecem à lei!’.” “Quem ouve minhas palavras e as pratica é tão sábio como a pessoa que constrói sua casa sobre uma rocha firme. Quando vierem as chuvas e as inundações, e os ventos castigarem a casa, ela não cairá, pois foi construída sobre rocha firme. Mas quem ouve meu ensino e não o pratica é tão tolo como a pessoa que constrói sua casa sobre a areia. Quando vierem as chuvas e as inundações e os ventos castigarem a casa, ela cairá com grande estrondo.” Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, a multidão ficou maravilhada com seu ensino, pois ele ensinava com verdadeira autoridade, diferentemente dos mestres da lei. Mateus 7:1-29

Dia4

Quando Jesus desceu a encosta do monte, grandes multidões o seguiram. Um leproso aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se diante dele e disse: “Senhor, se quiser, pode me curar e me deixar limpo”. Jesus estendeu a mão e tocou nele. “Eu quero”, respondeu. “Seja curado e fique limpo!” No mesmo instante, o homem foi curado da lepra. Então Jesus disse ao homem: “Não conte isso a ninguém. Vá e apresente-se ao sacerdote para que ele o examine. Leve a oferta que a lei de Moisés exige. Isso servirá como testemunho”. Quando Jesus chegou a Cafarnaum, um oficial romano se aproximou dele e suplicou: “Senhor, meu jovem servo está de cama, paralisado e com dores terríveis”. Jesus disse: “Vou até lá para curá-lo”. O oficial, porém, respondeu: “Senhor, não mereço que entre em minha casa. Basta uma ordem sua, e meu servo será curado. Sei disso porque estou sob a autoridade de meus superiores e tenho autoridade sobre meus soldados. Só preciso dizer ‘Vão’, e eles vão, ou ‘Venham’, e eles vêm. E, se digo a meus escravos: ‘Façam isto’, eles o fazem”. Quando Jesus ouviu isso, ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Eu lhes digo a verdade: jamais vi fé como esta em Israel! E também lhes digo: muitos virão de toda parte, do leste e do oeste, e se sentarão com Abraão, Isaque e Jacó no banquete do reino dos céus. Mas muitos para os quais o reino foi preparado serão lançados fora, na escuridão, onde haverá choro e ranger de dentes”. Então Jesus disse ao oficial romano: “Volte para casa. Tal como você creu, assim acontecerá”. E o jovem servo foi curado na mesma hora. Quando Jesus chegou à casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama, com febre. Jesus tocou em sua mão e a febre a deixou. Então ela se levantou e passou a servi-lo. Ao entardecer, trouxeram a Jesus muita gente possuída por demônios. Ele expulsou esses espíritos impuros com uma simples ordem e curou todos os enfermos. Cumpriu-se, desse modo, o que foi dito pelo profeta Isaías: “Levou sobre si nossas enfermidades e removeu nossas doenças”. Quando Jesus viu a grande multidão ao seu redor, ordenou que atravessassem para o outro lado do mar. Então um dos mestres da lei lhe disse: “Mestre, eu o seguirei aonde quer que vá”. Jesus respondeu: “As raposas têm tocas onde morar e as aves têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem sequer um lugar para recostar a cabeça”. Outro discípulo disse: “Senhor, deixe-me primeiro sepultar meu pai”. Jesus respondeu: “Siga-me agora. Deixe que os mortos sepultem seus próprios mortos”. Em seguida, Jesus entrou no barco, e seus discípulos o acompanharam. De repente, veio sobre o mar uma tempestade violenta, com ondas que cobriam o barco. Jesus, no entanto, dormia. Os discípulos foram acordá-lo, clamando: “Senhor, salve-nos! Vamos morrer!”. “Por que vocês estão com medo?”, perguntou ele. “Como é pequena a sua fé!” Então levantou-se, repreendeu o vento e o mar, e houve grande calmaria. Os discípulos ficaram admirados. “Quem é este homem?”, diziam eles. “Até os ventos e o mar lhe obedecem!” Quando Jesus chegou ao outro lado do mar, à região dos gadarenos, dois homens possuídos por demônios saíram do cemitério e foram ao seu encontro. Eram tão violentos que ninguém podia passar por ali. Eles começaram a gritar: “Por que vem nos importunar, Filho de Deus? Veio aqui para nos atormentar antes do tempo determinado?”. A certa distância deles, havia uma grande manada de porcos pastando. Então os demônios suplicaram: “Se vai nos expulsar, mande-nos entrar naquela manada de porcos”. “Vão!”, ordenou Jesus. Os demônios saíram dos homens e entraram nos porcos, e toda a manada se atirou pela encosta íngreme do monte para dentro do mar e se afogou. Os que cuidavam dos porcos fugiram para uma cidade próxima e contaram a todos o que havia ocorrido com os homens possuídos por demônios. Os habitantes da cidade saíram ao encontro de Jesus e suplicaram que ele fosse embora da região. Mateus 8:1-34 Jesus entrou num barco e atravessou o mar até a cidade onde morava. Algumas pessoas lhe trouxeram um paralítico deitado numa maca. Ao ver a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Anime-se, filho! Seus pecados estão perdoados”. Alguns mestres da lei disseram a si mesmos: “Isso é blasfêmia!”. Jesus, percebendo o que pensavam, perguntou: “Por que vocês reagem com tanta maldade em seu coração? O que é mais fácil dizer: ‘Seus pecados estão perdoados’ ou ‘Levante-se e ande’? Mas eu lhes mostrarei que o Filho do Homem tem autoridade na terra para perdoar pecados”. Então disse ao paralítico: “Levante-se, pegue sua maca e vá para casa”. O homem se levantou e foi para casa. Ao ver isso, a multidão se encheu de temor e louvou a Deus por ele ter dado tal autoridade aos seres humanos. Enquanto Jesus caminhava, viu um homem chamado Mateus sentado onde se coletavam impostos. “Siga-me”, disse-lhe Jesus, e Mateus se levantou e o seguiu. Mais tarde, na casa de Mateus, Jesus e seus discípulos estavam à mesa, acompanhados de um grande número de cobradores de impostos e pecadores. Quando os fariseus viram isso, perguntaram aos discípulos: “Por que o seu mestre come com cobradores de impostos e pecadores?”. Jesus ouviu o que disseram e respondeu: “As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas sim os doentes”. E acrescentou: “Agora vão e aprendam o significado desta passagem das Escrituras: ‘Quero que demonstrem misericórdia, e não que ofereçam sacrifícios’. Pois não vim para chamar os justos, mas sim os pecadores”. Os discípulos de João Batista foram a Jesus e lhe perguntaram: “Por que seus discípulos não têm o hábito de jejuar, como nós e os fariseus?”. Jesus respondeu: “Por acaso os convidados de um casamento ficam de luto enquanto festejam com o noivo? Um dia, porém, o noivo lhes será tirado, e então jejuarão. “Além disso, ninguém remendaria uma roupa velha usando pano novo. O pano rasgaria a roupa, deixando um buraco ainda maior. “E ninguém colocaria vinho novo em velhos recipientes de couro. O couro se arrebentaria, deixando vazar o vinho, e os recipientes velhos se estragariam. Vinho novo é guardado em recipientes novos, para que ambos se conservem”. Enquanto Jesus ainda falava, o líder da sinagoga local veio e se ajoelhou diante dele. “Minha filha acaba de morrer”, disse. “Mas, se o senhor vier e puser as mãos sobre ela, ela viverá.” Então Jesus e seus discípulos se levantaram e foram com ele. Nesse instante, uma mulher que havia doze anos sofria de hemorragia se aproximou por trás dele e tocou na borda de seu manto, pois pensava: “Se eu apenas tocar em seu manto, serei curada”. Jesus se voltou e, quando a viu, disse: “Filha, anime-se! Sua fé a curou”. A partir daquele momento, a mulher ficou curada. Quando Jesus chegou à casa do líder da sinagoga, viu a multidão agitada e ouviu a música fúnebre. “Saiam daqui!”, disse ele. “A menina não está morta; está apenas dormindo.” Os que estavam ali riram dele. Depois que a multidão foi colocada para fora, Jesus entrou e tomou a menina pela mão, e ela se levantou. A notícia desse milagre se espalhou por toda a região. Depois que Jesus saiu dali, dois cegos foram atrás dele, gritando: “Filho de Davi, tenha misericórdia de nós!”. Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram, e ele lhes perguntou: “Vocês creem que eu posso fazê-los ver?”. “Sim, Senhor”, responderam eles. Ele tocou nos olhos dos dois e disse: “Seja feito conforme a sua fé”. Então os olhos deles se abriram e puderam ver. Jesus os advertiu severamente: “Não contem a ninguém”. Eles, porém, saíram e espalharam sua fama por toda a região. Quando partiram, foi levado a Jesus um homem que não conseguia falar porque estava possuído por um demônio. O demônio foi expulso e, em seguida, o homem começou a falar. As multidões ficaram admiradas. “Jamais aconteceu algo parecido em Israel!”, exclamavam. Os fariseus, contudo, disseram: “Ele expulsa demônios porque o príncipe dos demônios lhe dá poder”. Jesus andava por todas as cidades e todos os povoados da região, ensinando nas sinagogas, anunciando as boas-novas do reino e curando todo tipo de enfermidade e doença. Quando viu as multidões, teve compaixão delas, pois estavam confusas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. Disse aos discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Orem ao Senhor da colheita; peçam que ele envie mais trabalhadores para seus campos”. Mateus 9:1-38

Dia5

Jesus reuniu seus doze discípulos e lhes deu autoridade para expulsar espíritos impuros e curar todo tipo de enfermidade e doença. Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, depois André, irmão de Pedro, Tiago, filho de Zebedeu, João, irmão de Tiago, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, o cobrador de impostos, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, Judas Iscariotes, que depois traiu Jesus. Jesus enviou os Doze com as seguintes instruções: “Não vão aos gentios nem aos samaritanos; vão, antes, às ovelhas perdidas do povo de Israel. Vão e anunciem que o reino dos céus está próximo. Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos e expulsem os demônios. Deem de graça, pois também de graça vocês receberam. “Não levem no cinto moedas de ouro, prata ou mesmo de cobre. Não levem bolsa de viagem, nem outra muda de roupa, nem sandálias, nem cajado. Quem trabalha merece seu sustento. “Sempre que entrarem em uma cidade ou povoado, procurem uma pessoa digna e fiquem em sua casa até partirem. Quando entrarem na casa, saúdem-na com a paz. Se o lar se revelar digno, que sua paz permaneça nela; se não, retirem a bênção. Se alguma casa ou cidade se recusar a recebê-los ou a ouvir sua mensagem, sacudam a poeira dos pés ao sair. Eu lhes digo a verdade: no dia do juízo, as cidades perversas de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos rigor que essa cidade. “Ouçam, eu os envio como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam espertos como serpentes e simples como pombas. Tenham cuidado, pois vocês serão entregues aos tribunais e chicoteados nas sinagogas. Por minha causa serão julgados diante de governantes e reis, mas essa será a oportunidade de falar a meu respeito a eles e aos gentios. Quando forem presos, não se preocupem com o modo como responderão nem com o que dirão. Naquele momento, as palavras certas lhes serão concedidas, pois não serão vocês que falarão, mas o Espírito de seu Pai falará por meio de vocês. “O irmão trairá seu irmão e o entregará à morte, e assim também o pai a seu próprio filho. Os filhos se rebelarão contra os pais e os matarão. Todos os odiarão por minha causa, mas quem perseverar até o fim será salvo. Quando forem perseguidos numa cidade, fujam para outra. Eu lhes digo a verdade: o Filho do Homem voltará antes que tenham percorrido todas as cidades de Israel. “O discípulo não está acima de seu mestre, nem o escravo acima de seu senhor. Para o discípulo é suficiente ser como seu mestre, e o escravo, como seu senhor. Uma vez que o dono da casa foi chamado de Belzebu, os membros da família serão chamados de nomes ainda piores! “Não tenham medo daqueles que os ameaçam, pois virá o dia em que tudo que está encoberto será revelado, e tudo que é secreto será divulgado. O que agora lhes digo no escuro, anunciem às claras, e o que sussurro em seus ouvidos, proclamem dos telhados. “Não tenham medo dos que querem matar o corpo; eles não podem tocar na alma. Temam somente a Deus, que pode destruir no inferno tanto a alma como o corpo. Quanto custam dois pardais? Uma moeda de cobre? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o conhecimento de seu Pai. Quanto a vocês, até os cabelos de sua cabeça estão contados. Portanto, não tenham medo; vocês são muito mais valiosos que um bando inteiro de pardais. “Quem me reconhecer em público aqui na terra, eu o reconhecerei diante de meu Pai no céu. Mas quem me negar aqui na terra, eu também o negarei diante de meu Pai no céu. “Não imaginem que vim trazer paz à terra! Não vim trazer paz, mas a espada. ‘Vim para pôr o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra. Seus inimigos estarão em sua própria casa’. “Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim não é digno de mim; e quem ama seu filho ou sua filha mais que a mim não é digno de mim. Quem se recusa a tomar sua cruz e me seguir não é digno de mim. Quem se apegar à própria vida a perderá; mas quem abrir mão de sua vida por minha causa a encontrará. “Quem recebe vocês recebe a mim, e quem me recebe também recebe aquele que me enviou. Quem acolhe um profeta como alguém que fala da parte de Deus recebe a mesma recompensa que um profeta. E quem acolhe um justo por causa de sua justiça recebe uma recompensa igual à dele. Se alguém der um copo de água fria que seja ao menor de meus seguidores, certamente não perderá sua recompensa”. Mateus 10:1-42 Quando Jesus terminou de dar essas instruções a seus doze discípulos, saiu para ensinar e anunciar sua mensagem nas cidades da região. João Batista, que estava na prisão, soube de todas as coisas que o Cristo estava fazendo. Por isso, enviou seus discípulos para perguntarem a Jesus: “O senhor é aquele que haveria de vir, ou devemos esperar algum outro?”. Jesus respondeu: “Voltem a João e contem a ele o que vocês veem e ouvem: os cegos veem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e as boas-novas são anunciadas aos pobres”. E disse ainda: “Felizes são aqueles que não se sentem ofendidos por minha causa”. Enquanto os discípulos de João saíam, Jesus começou a falar a respeito dele para as multidões: “Que tipo de homem vocês foram ver no deserto? Um caniço que qualquer brisa agita? Afinal, o que esperavam ver? Um homem vestido com roupas caras? Não, quem veste roupas caras mora em palácios. Acaso procuravam um profeta? Sim, ele é mais que profeta. João é o homem ao qual as Escrituras se referem quando dizem: ‘Envio meu mensageiro adiante de ti, e ele preparará teu caminho à tua frente!’. “Eu lhes digo a verdade: de todos os que nasceram de mulher, nenhum é maior que João Batista. E, no entanto, até o menor no reino dos céus é maior que ele. Desde os dias em que João pregava, o reino dos céus sofre violência, e pessoas violentas o atacam. Pois, antes de João vir, todos os profetas e a lei de Moisés falavam dos dias de João com grande expectativa, e, se vocês estiverem dispostos a aceitar o que eu digo, ele é Elias, aquele que os profetas disseram que viria. Quem é capaz de ouvir, ouça com atenção! “A que posso comparar esta geração? Ela se parece com crianças que brincam na praça. Queixam-se a seus amigos: ‘Tocamos flauta, e vocês não dançaram; entoamos lamentos, e vocês não se entristeceram’. Quando João apareceu, não costumava comer nem beber em público, e vocês disseram: ‘Está possuído por demônio’. O Filho do Homem, por sua vez, come e bebe, e vocês dizem: ‘É comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e pecadores’. Mas a sabedoria é comprovada pelos resultados que produz”. Então Jesus começou a denunciar as cidades onde ele havia feito muitos milagres, pois não tinham se arrependido. “Que aflição as espera, Corazim e Betsaida! Porque, se nas cidades de Tiro e Sidom tivessem sido realizados os milagres que realizei em vocês, há muito tempo seus habitantes teriam se arrependido e demonstrado isso vestindo panos de saco e jogando cinzas sobre a cabeça. Eu lhes digo que, no dia do juízo, Tiro e Sidom serão tratadas com menos rigor que vocês. “E você, Cafarnaum, será elevada até o céu? Não, descerá até o lugar dos mortos. Porque, se na cidade de Sodoma tivessem sido realizados os milagres que realizei em você, ela estaria de pé ainda hoje. Eu lhe digo que, no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos rigor que você”. Naquela ocasião, Jesus orou da seguinte maneira: “Pai, Senhor dos céus e da terra, eu te agradeço porque escondeste estas coisas dos que se consideram sábios e instruídos e as revelaste aos que são como crianças. Sim, Pai, foi do teu agrado fazê-lo assim. “Meu Pai me confiou todas as coisas. Ninguém conhece verdadeiramente o Filho, a não ser o Pai, e ninguém conhece verdadeiramente o Pai, a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho escolhe revelá-lo. “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo. Deixem que eu lhes ensine, pois sou manso e humilde de coração, e encontrarão descanso para a alma. Meu jugo é fácil de carregar, e o fardo que lhes dou é leve”. Mateus 11:1-30

Dia6

Por aquele tempo, Jesus estava caminhando pelos campos de cereal, num sábado. Seus discípulos, sentindo fome, começaram a colher espigas e comê-las. Alguns fariseus os viram e protestaram: “Veja, seus discípulos desobedecem à lei colhendo cereal no sábado!”. Jesus respondeu: “Vocês não leram nas Escrituras o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Ele entrou na casa de Deus e, com seus companheiros, comeram os pães sagrados que só os sacerdotes tinham permissão de comer. E vocês não leram na lei de Moisés que os sacerdotes de serviço no templo podem trabalhar no sábado? Eu lhes digo: há alguém aqui maior que o templo! Vocês não teriam condenado meus discípulos inocentes se soubessem o significado das Escrituras: ‘Quero que demonstrem misericórdia, e não que ofereçam sacrifícios’. Pois o Filho do Homem é senhor até mesmo do sábado”. Então Jesus foi à sinagoga local, onde viu um homem que tinha uma das mãos deformada. Os fariseus perguntaram a Jesus: “A lei permite curar no sábado?”. Esperavam que ele dissesse “sim”, para que pudessem acusá-lo. Jesus respondeu: “Se um de vocês tivesse uma ovelha e ela caísse num poço no sábado, não trabalharia para tirá-la de lá? Quanto mais vale uma pessoa que uma ovelha! Sim, a lei permite que se faça o bem no sábado”. Em seguida, disse ao homem: “Estenda a mão”. Ele a estendeu, e ela foi restaurada e ficou igual à outra. Então os fariseus convocaram uma reunião para tramar um modo de matá-lo. Jesus, sabendo o que planejavam, retirou-se daquela região. Muitos o seguiram, e ele curou todos os enfermos que havia entre eles. Contudo, advertiu-lhes que não revelassem quem ele era. Cumpriu-se, assim, a profecia de Isaías a seu respeito: “Vejam meu Servo, aquele que escolhi. Ele é meu Amado; nele tenho grande alegria. Porei sobre ele meu Espírito, e ele proclamará justiça às nações. Não lutará nem gritará, nem levantará a voz em público. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a chama que já está fraca. Por fim, ele fará que a justiça seja vitoriosa. E seu nome será a esperança de todo o mundo”. Então levaram até Jesus um homem cego e mudo que estava possuído por um demônio. Jesus o curou, e ele passou a falar e ver. Admirada, a multidão perguntou: “Será que este homem é o Filho de Davi?”. No entanto, quando os fariseus souberam do milagre, disseram: “Ele só expulsa demônios porque seu poder vem de Belzebu, o príncipe dos demônios”. Jesus conhecia os pensamentos deles e respondeu: “Todo reino dividido internamente está condenado à ruína. Uma cidade ou família dividida contra si mesma se desintegrará. Se Satanás expulsa Satanás, está dividido e luta contra si mesmo. Seu reino não sobreviverá. Se eu expulso demônios pelo poder de Belzebu, o que dizer de seus discípulos? Eles também expulsam demônios, de modo que condenarão vocês pelo que acabaram de dizer. Mas, se expulso demônios pelo Espírito de Deus, então o reino de Deus já chegou até vocês. Afinal, quem tem poder para entrar na casa de um homem forte e saquear seus bens? Somente alguém ainda mais forte, alguém capaz de amarrá-lo e saquear sua casa. “Quem não está comigo opõe-se a mim, e quem não trabalha comigo na verdade trabalha contra mim. “Por isso eu lhes digo: todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Quem falar contra o Filho do Homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem neste mundo nem no mundo por vir. “Uma árvore é identificada por seus frutos. Se a árvore é boa, os frutos serão bons. Se a árvore é ruim, os frutos serão ruins. Raça de víboras! Como poderiam homens maus como vocês dizer o que é bom e correto? Pois a boca fala do que o coração está cheio. A pessoa boa tira coisas boas do tesouro de um coração bom, e a pessoa má tira coisas más do tesouro de um coração mau. Eu lhes digo: no dia do juízo, vocês prestarão contas de toda palavra inútil que falarem. Por suas palavras vocês serão absolvidos, e por elas serão condenados”. Alguns dos mestres da lei e fariseus vieram a Jesus e disseram: “Mestre, queremos que nos mostre um sinal de sua autoridade”. Jesus, porém, respondeu: “Vocês pedem um sinal porque são uma geração perversa e adúltera, mas o único sinal que lhes darei será o do profeta Jonas. Pois, assim como Jonas passou três dias e três noites no ventre do grande peixe, o Filho do Homem ficará três dias e três noites no coração da terra. “No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra esta geração e a condenarão, pois eles se arrependeram de seus pecados quando ouviram a mensagem anunciada por Jonas; e vocês têm à sua frente alguém maior que Jonas! A rainha de Sabá também se levantará contra esta geração no dia do juízo e a condenará, pois veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão; e vocês têm à sua frente alguém maior que Salomão! “Quando um espírito impuro deixa uma pessoa, anda por lugares secos à procura de descanso, mas não o encontra. Então, diz: ‘Voltarei à casa da qual saí’. Ele volta para sua antiga casa e a encontra vazia, varrida e arrumada. Então o espírito busca outros sete espíritos, piores que ele, e todos entram na pessoa e passam a morar nela, e a pessoa fica pior que antes. Assim acontecerá com esta geração perversa”. Enquanto Jesus falava à multidão, sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, pedindo para falar com ele. Alguém disse a Jesus: “Sua mãe e seus irmãos estão lá fora e querem falar com o senhor”. Jesus respondeu: “Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?”. Então apontou para seus discípulos e disse: “Vejam, estes são minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de meu Pai no céu é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Mateus 12:1-50 Mais tarde, naquele mesmo dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. Logo, uma grande multidão se juntou ao seu redor. Então ele entrou num barco, sentou-se e ensinou o povo que permanecia na praia. Jesus contou várias parábolas, como esta: “Um lavrador saiu para semear. Enquanto espalhava as sementes pelo campo, algumas caíram à beira do caminho, e as aves vieram e as comeram. Outras sementes caíram em solo rochoso e, não havendo muita terra, germinaram rapidamente, mas as plantas logo murcharam sob o calor do sol e secaram, pois não tinham raízes profundas. Outras sementes caíram entre espinhos, que cresceram e sufocaram os brotos. Ainda outras caíram em solo fértil e produziram uma colheita trinta, sessenta e até cem vezes maior que a quantidade semeada. Quem é capaz de ouvir, ouça com atenção!”. Os discípulos vieram e lhe perguntaram: “Por que o senhor usa parábolas quando fala ao povo?”. Ele respondeu: “A vocês é permitido entender os segredos do reino dos céus, mas a outros não. Pois ao que tem, mais lhe será dado, e terá em grande quantia; mas do que nada tem, até o que tem lhe será tirado. É por isso que uso parábolas: eles olham, mas não veem; escutam, mas não ouvem nem entendem. “Cumpre-se, desse modo, a profecia de Isaías que diz: ‘Quando ouvirem o que digo, não entenderão. Quando virem o que faço, não compreenderão. Pois o coração deste povo está endurecido; ouvem com dificuldade e têm os olhos fechados, de modo que seus olhos não veem, e seus ouvidos não ouvem, e seu coração não entende, e não se voltam para mim, nem permitem que eu os cure’. “Felizes, porém, são seus olhos, pois eles veem; e seus ouvidos, pois eles ouvem. Eu lhes digo a verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês têm visto e ouvir o que vocês têm ouvido, mas não puderam. “Agora, ouçam a explicação da parábola sobre o lavrador que saiu para semear. As sementes que caíram à beira do caminho representam os que ouvem a mensagem sobre o reino e não a entendem. Então o maligno vem e arranca a semente que foi lançada em seu coração. As que caíram no solo rochoso representam aqueles que ouvem a mensagem e, sem demora, a recebem com alegria. Contudo, uma vez que não têm raízes profundas, não duram muito. Assim que enfrentam problemas ou são perseguidos por causa da mensagem, cedo desanimam. As que caíram entre os espinhos representam outros que ouvem a mensagem, mas logo ela é sufocada pelas preocupações desta vida e pela sedução da riqueza, de modo que não produzem fruto. E as que caíram em solo fértil representam os que ouvem e entendem a mensagem e produzem uma colheita trinta, sessenta e até cem vezes maior que a quantidade semeada”. Esta foi outra parábola que Jesus contou: “O reino dos céus é como um agricultor que semeou boas sementes em seu campo. Enquanto os servos dormiam, seu inimigo veio, semeou joio no meio do trigo e foi embora. Quando a plantação começou a crescer, o joio também cresceu. “Os servos do agricultor vieram e disseram: ‘O campo em que o senhor semeou as boas sementes está cheio de joio. De onde ele veio?’. “‘Um inimigo fez isso’, respondeu o agricultor. “‘Devemos arrancar o joio?’, perguntaram os servos. “‘Não’, respondeu ele. ‘Se tirarem o joio, pode acontecer de arrancarem também o trigo. Deixem os dois crescerem juntos até a colheita. Então, direi aos ceifeiros que separem o joio, amarrem-no em feixes e queimem-no e, depois, guardem o trigo no celeiro’”. Então Jesus contou outra parábola: “O reino dos céus é como a semente de mostarda que alguém semeia num campo. É a menor de todas as sementes, mas se torna a maior das hortaliças; cresce até se transformar em árvore, e vêm as aves e fazem ninho em seus galhos”. Jesus também contou a seguinte parábola: “O reino dos céus é como o fermento usado por uma mulher para fazer pão. Embora ela coloque apenas uma pequena quantidade de fermento em três medidas de farinha, toda a massa fica fermentada”. Jesus sempre usava histórias e comparações como essas quando falava às multidões. Na verdade, nunca lhes falava sem usar parábolas. Cumpriu-se, desse modo, o que foi dito por meio do profeta: “Eu lhes falarei por meio de parábolas; explicarei coisas escondidas desde a criação do mundo”. Em seguida, deixando as multidões do lado de fora, Jesus entrou em casa. Seus discípulos lhe pediram: “Por favor, explique-nos a história do joio no campo”. Jesus respondeu: “O Filho do Homem é o agricultor que planta as boas sementes. O campo é o mundo, e as boas sementes são o povo do reino. O joio são as pessoas que pertencem ao maligno, e o inimigo que plantou o joio no meio do trigo é o diabo. A colheita é o fim dos tempos, e os que fazem a colheita são os anjos. “Da mesma forma que o joio é separado e queimado no fogo, assim será no fim dos tempos. O Filho do Homem enviará seus anjos, e eles removerão do reino tudo que produz pecado e todos que praticam o mal e os lançarão numa fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai. Quem é capaz de ouvir, ouça com atenção!” “O reino dos céus é como um tesouro escondido que um homem descobriu num campo. Em seu entusiasmo, ele o escondeu novamente, vendeu tudo que tinha e, com o dinheiro da venda, comprou aquele campo.” “O reino dos céus também é como um negociante que procurava pérolas da melhor qualidade. Quando descobriu uma pérola de grande valor, vendeu tudo que tinha e, com o dinheiro da venda, comprou a tal pérola.” “O reino dos céus é, ainda, como uma rede de pesca que foi lançada ao mar e pegou peixes de todo tipo. Quando a rede estava cheia, os pescadores a arrastaram até a praia, sentaram-se e juntaram os peixes bons em cestos, jogando fora os ruins. Assim será no fim dos tempos. Os anjos virão, separarão os perversos dos justos e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Vocês entendem todas essas coisas?” “Sim”, responderam eles. Então ele acrescentou: “Todo mestre da lei que se torna discípulo no reino dos céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro verdades preciosas, tanto novas como velhas”. Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, deixou aquela região e voltou para Nazaré, cidade onde tinha morado. Enquanto ensinava na sinagoga, todos se admiravam e perguntavam: “De onde lhe vêm a sabedoria e o poder para realizar milagres? Não é esse o filho do carpinteiro? Conhecemos Maria, sua mãe, e também seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas. Todas as suas irmãs moram aqui, entre nós. Onde ele aprendeu todas essas coisas?”. E sentiam-se muito ofendidos. Então Jesus lhes disse: “Um profeta recebe honra em toda parte, menos em sua cidade e entre sua própria família”. E, por causa da incredulidade deles, realizou ali apenas uns poucos milagres. Mateus 13:1-58

Dia7

Quando Herodes Antipas ouviu falar de Jesus, disse a seus conselheiros: “Deve ser João Batista que ressuscitou dos mortos! Por isso ele tem poder para fazer esses milagres”. Herodes havia mandado prender e encarcerar João para agradar Herodias, que era esposa de Filipe, seu irmão. João tinha dito repetidamente a Herodes: “É contra a lei que o senhor viva com ela”. Herodes queria matá-lo, mas tinha medo de provocar uma revolta, pois o povo acreditava que João era profeta. Contudo, numa festa de aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou diante dos convidados e agradou muito o rei, e ele prometeu, sob juramento, que lhe daria qualquer coisa que ela pedisse. Instigada pela mãe, a moça disse: “Quero a cabeça de João Batista num prato!”. O rei se arrependeu do que tinha dito, mas, por causa do juramento feito diante dos convidados, deu as ordens para que atendessem ao pedido. João foi decapitado na prisão, e sua cabeça foi trazida num prato e entregue à moça, que a levou à sua mãe. Os discípulos de João vieram, levaram seu corpo e o sepultaram. Em seguida, foram a Jesus e lhe contaram o que havia acontecido. Logo que Jesus ouviu a notícia, partiu de barco para um lugar isolado, a fim de ficar só. As multidões, porém, descobriram para onde ele ia e o seguiram a pé, vindas de muitas cidades. Quando Jesus saiu do barco, viu a grande multidão, teve compaixão dela e curou os enfermos. Ao entardecer, os discípulos foram até ele e disseram: “Este lugar é isolado, e já está ficando tarde. Mande as multidões embora, para que possam ir aos povoados e comprar comida”. “Não há necessidade”, disse Jesus. “Providenciem vocês mesmos alimento para elas.” Eles responderam: “Temos apenas cinco pães e dois peixes!”. “Tragam para cá”, disse ele. Em seguida, mandou o povo sentar-se na grama. Tomou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e os abençoou. Então, partiu os pães em pedaços e os entregou a seus discípulos, que distribuíram às multidões. Todos comeram à vontade, e os discípulos recolheram doze cestos com as sobras. Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. Logo em seguida, Jesus insistiu com seus discípulos que voltassem ao barco e atravessassem até o outro lado do mar, enquanto ele despedia as multidões. Depois de mandá-las para casa, Jesus subiu sozinho ao monte a fim de orar. Quando anoiteceu, ele ainda estava ali, sozinho. Enquanto isso, os discípulos, distantes da terra firme, lutavam contra as ondas, pois um vento forte havia se levantado. Por volta das três da madrugada, Jesus foi até eles, caminhando sobre as águas. Quando os discípulos o viram caminhando sobre as águas, ficaram aterrorizados. “É um fantasma!”, gritaram, cheios de medo. Imediatamente, porém, Jesus lhes disse: “Não tenham medo! Coragem, sou eu!”. Então Pedro gritou: “Se é realmente o senhor, ordene que eu vá caminhando sobre as águas até onde está!”. “Venha!”, respondeu Jesus. Então Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas em direção a Jesus. Mas, quando reparou no vento forte e nas ondas, ficou aterrorizado, começou a afundar e gritou: “Senhor, salva-me!”. No mesmo instante, Jesus estendeu a mão e o segurou. “Como é pequena a sua fé!”, disse ele. “Por que você duvidou?” Quando entraram no barco, o vento parou. Então os outros discípulos o adoraram e exclamaram: “De fato, o senhor é o Filho de Deus!”. Depois de atravessarem o mar, chegaram a Genesaré. Quando o povo reconheceu Jesus, a notícia de sua chegada se espalhou rapidamente por toda a região, e trouxeram os enfermos para que fossem curados. Suplicavam que ele deixasse os enfermos apenas tocar na borda de seu manto, e todos que o tocavam eram curados. Mateus 14:1-36 Então alguns fariseus e mestres da lei chegaram de Jerusalém para ver Jesus e lhe perguntaram: “Por que seus discípulos desobedecem à tradição dos líderes religiosos? Eles não respeitam a cerimônia de lavar as mãos antes de comer!”. Jesus respondeu: “E por que vocês, com suas tradições, desobedecem ao mandamento de Deus? Pois Deus ordenou: ‘Honre seu pai e sua mãe’ e ‘Quem insultar seu pai ou sua mãe será executado’. Em vez disso, vocês ensinam que, se alguém disser a seus pais: ‘Sinto muito, mas não posso ajudá-los; jurei entregar como oferta a Deus aquilo que eu teria dado a vocês’, não precisará mais honrar seus pais. Com isso, vocês anulam a palavra de Deus em favor de sua própria tradição. Hipócritas! Isaías tinha razão quando assim profetizou a seu respeito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o coração está longe de mim. Sua adoração é uma farsa, pois ensinam ideias humanas como se fossem mandamentos divinos’”. Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Ouçam e procurem entender. Não é o que entra pela boca que os contamina; vocês se contaminam com as palavras que saem dela”. Então os discípulos vieram e perguntaram: “O senhor sabe que ofendeu os fariseus com isso que acabou de dizer?”. Jesus respondeu: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. Portanto, não façam caso deles. São guias cegos conduzindo cegos e, se um cego conduzir outro, ambos cairão numa vala”. Então Pedro disse: “Explique-nos a parábola de que as pessoas não são contaminadas pelo que comem”. “Ainda não entendem?”, perguntou Jesus. “Tudo que comem passa pelo estômago e vai para o esgoto, mas as palavras vêm do coração, e é isso que os contamina. Pois do coração vêm maus pensamentos, homicídio, adultério, imoralidade sexual, roubo, mentiras e calúnias. São essas coisas que os contaminam. Comer sem lavar as mãos não os contaminará.” Então Jesus deixou a Galileia, rumo ao norte, para a região de Tiro e Sidom. Uma mulher cananeia que ali morava veio a ele, suplicando: “Senhor, Filho de Davi, tenha misericórdia de mim! Minha filha está possuída por um demônio que a atormenta terrivelmente”. Jesus não disse uma só palavra em resposta. Então os discípulos insistiram com ele: “Mande-a embora; ela não para de gritar atrás de nós”. Jesus disse à mulher: “Fui enviado para ajudar apenas as ovelhas perdidas do povo de Israel”. A mulher, porém, aproximou-se, ajoelhou-se diante dele e implorou mais uma vez: “Senhor, ajude-me!”. Jesus respondeu: “Não é certo tirar comida das crianças e jogá-la aos cachorros”. “Senhor, é verdade”, disse a mulher. “No entanto, até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.” “Mulher, sua fé é grande”, disse-lhe Jesus. “Seu pedido será atendido.” E, no mesmo instante, a filha dela foi curada. Deixando aquele lugar, Jesus voltou ao mar da Galileia e subiu a um monte, onde se sentou. Uma grande multidão veio e colocou diante dele aleijados, cegos, paralíticos, mudos e muitos outros, e ele curou a todos. As pessoas ficavam admiradas e louvavam o Deus de Israel, pois os que eram mudos agora falavam, os paralíticos estavam curados, os aleijados andavam e os cegos podiam ver. Então Jesus chamou seus discípulos e disse: “Tenho compaixão dessa gente. Estão aqui comigo há três dias e não têm mais nada para comer. Se eu os mandar embora com fome, podem desmaiar no caminho”. Os discípulos disseram: “Onde conseguiríamos comida suficiente para tamanha multidão neste lugar deserto?”. Jesus perguntou: “Quantos pães vocês têm?”. “Sete, e alguns peixinhos”, responderam eles. Então Jesus mandou todo o povo sentar-se no chão. Tomou os sete pães e os peixes, agradeceu a Deus e os partiu em pedaços. Em seguida, entregou-os aos discípulos, que os distribuíram à multidão. Todos comeram à vontade, e os discípulos recolheram, ainda, sete cestos grandes com as sobras. Os que comeram foram quatro mil homens, sem contar mulheres e crianças. Então Jesus os mandou para casa, entrou num barco e atravessou para a região de Magadã. Mateus 15:1-39 Os fariseus e saduceus vieram pôr Jesus à prova, exigindo que lhes mostrasse um sinal do céu. Ele respondeu: “Vocês conhecem o ditado: ‘Céu vermelho ao entardecer, bom tempo amanhã; céu vermelho e sombrio logo cedo, mau tempo o dia todo’. Vocês sabem identificar as condições do tempo no céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos! Pedem um sinal porque são uma geração perversa e adúltera, mas o único sinal que lhes darei será o sinal do profeta Jonas”. Então Jesus os deixou e se retirou. Mais tarde, depois de atravessar o mar, os discípulos descobriram que tinham se esquecido de levar pães. Jesus os advertiu: “Fiquem atentos! Tenham cuidado com o fermento dos fariseus e saduceus”. Os discípulos começaram a discutir entre si por que não tinham trazido pão. Ao tomar conhecimento do que falavam, Jesus disse: “Como é pequena a sua fé! Por que vocês discutem entre si sobre a falta de pão? Ainda não entenderam? Não se lembram dos cinco pães para os cinco mil e dos cestos de sobras que recolheram? Nem dos sete pães para os quatro mil e dos cestos grandes de sobras que recolheram? Como não conseguem entender que não estou falando de pão? Repito: tenham cuidado com o fermento dos fariseus e saduceus”. Finalmente entenderam que ele não se referia ao fermento do pão, mas ao ensino dos fariseus e saduceus. Quando Jesus chegou à região de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: “Quem as pessoas dizem que o Filho do Homem é?”. Eles responderam: “Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas”. “E vocês?”, perguntou ele. “Quem vocês dizem que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo!”. Jesus disse: “Que grande privilégio você teve, Simão, filho de João! Foi meu Pai no céu quem lhe revelou isso. Nenhum ser humano saberia por si só. Agora eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja, e as forças da morte não a conquistarão. Eu lhe darei as chaves do reino dos céus. O que você ligar na terra terá sido ligado no céu, e o que você desligar na terra terá sido desligado no céu”. Então ele advertiu a seus discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo. Daquele momento em diante, Jesus começou a falar claramente a seus discípulos que era necessário que ele fosse a Jerusalém e sofresse muitas coisas terríveis nas mãos dos líderes do povo, dos principais sacerdotes e dos mestres da lei. Seria morto, mas no terceiro dia ressuscitaria. Pedro o chamou de lado e começou a repreendê-lo por dizer tais coisas. “Jamais, Senhor!”, disse ele. “Isso nunca lhe acontecerá!” Jesus se voltou para Pedro e disse: “Afaste-se de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim. Considera as coisas apenas do ponto de vista humano, e não da perspectiva de Deus”. Então Jesus disse a seus discípulos: “Se alguém quer ser meu seguidor, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Se tentar se apegar à sua vida, a perderá. Mas, se abrir mão de sua vida por minha causa, a encontrará. Que vantagem há em ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida? E o que daria o homem em troca de sua vida? Pois o Filho do Homem virá com seus anjos na glória de seu Pai e julgará cada pessoa de acordo com suas ações. Eu lhes digo a verdade: alguns que estão aqui neste momento não morrerão antes de ver o Filho do Homem vindo em seu reino!”. Mateus 16:1-28

Dia8

Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro e os dois irmãos, Tiago e João, até um monte alto. Enquanto os três observavam, a aparência de Jesus foi transformada de tal modo que seu rosto brilhava como o sol e suas roupas se tornaram brancas como a luz. De repente, Moisés e Elias apareceram e começaram a falar com Jesus. Pedro exclamou: “Senhor, é maravilhoso estarmos aqui! Se quiser, farei três tendas: uma será sua, uma de Moisés e outra de Elias”. Enquanto ele ainda falava, uma nuvem brilhante os cobriu, e uma voz que vinha da nuvem disse: “Este é meu Filho amado, que me dá grande alegria. Ouçam-no!”. Os discípulos ficaram aterrorizados e caíram com o rosto em terra. Então Jesus veio e os tocou. “Levantem-se”, disse ele. “Não tenham medo.” E, quando levantaram os olhos, viram apenas Jesus. Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou: “Não contem a ninguém o que viram, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos”. Os discípulos lhe perguntaram: “Por que os mestres da lei afirmam que é necessário que Elias volte antes que o Cristo venha?”. Jesus respondeu: “De fato, Elias vem e restaurará tudo. Eu, porém, lhes digo: Elias já veio, mas não o reconheceram e preferiram maltratá-lo. Da mesma forma, também farão o Filho do Homem sofrer”. Então os discípulos entenderam que ele estava falando de João Batista. Ao pé do monte, uma grande multidão os esperava. Um homem veio, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: “Senhor, tenha misericórdia de meu filho. Ele tem convulsões e sofre terrivelmente. Muitas vezes, cai no fogo ou na água. Eu o trouxe a seus discípulos, mas eles não puderam curá-lo”. Jesus disse: “Geração incrédula e corrompida! Até quando estarei com vocês? Até quando terei de suportá-los? Tragam o menino para cá”. Então Jesus repreendeu o demônio, e ele saiu do menino, que ficou curado a partir daquele momento. Mais tarde, os discípulos perguntaram a Jesus em particular: “Por que não conseguimos expulsar aquele demônio?”. “Porque a sua fé é muito pequena”, respondeu Jesus. “Eu lhes digo a verdade: se tivessem fé, ainda que do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a este monte: ‘Mova-se daqui para lá’, e ele se moveria. Nada seria impossível para vocês, mas essa espécie não sai senão com oração e jejum.” Quando voltaram a se reunir na Galileia, Jesus lhes disse: “O Filho do Homem será traído e entregue em mãos humanas. Será morto, mas no terceiro dia ressuscitará”. E os discípulos se encheram de tristeza. Quando Jesus e seus discípulos chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do templo abordaram Pedro e lhe perguntaram: “Seu mestre não paga o imposto do templo?”. “Sim, paga”, respondeu Pedro. Em seguida, entrou em casa. Antes que ele tivesse oportunidade de falar, Jesus lhe perguntou: “O que você acha, Simão? O que os reis costumam fazer: cobram impostos de seu povo ou dos povos conquistados?”. “Cobram dos povos conquistados”, respondeu Pedro. “Pois bem”, disse Jesus. “Os cidadãos estão isentos. Mas, como não queremos que se ofendam, desça até o mar e jogue o anzol. Abra a boca do primeiro peixe que pegar e ali encontrará uma moeda de prata. Pegue-a e use-a para pagar os impostos por nós dois.” Mateus 17:1-27 Nessa ocasião, os discípulos vieram a Jesus e perguntaram: “Afinal, quem é o maior no reino dos céus?”. Então Jesus chamou uma criança pequena e a colocou no meio deles. Em seguida, disse: “Eu lhes digo a verdade: a menos que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no reino dos céus. Quem se torna humilde como esta criança é o maior no reino dos céus, e quem recebe uma criança como esta em meu nome recebe a mim.” “Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequeninos que em mim confiam, teria sido melhor ter amarrado uma grande pedra de moinho ao pescoço e se afogado nas profundezas do mar. “Quanto sofrimento haverá no mundo por causa das tentações para o pecado! Ainda que elas sejam inevitáveis, aquele que as provoca terá sofrimento ainda maior. Portanto, se sua mão ou seu pé o faz pecar, corte-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida eterna com apenas uma das mãos ou apenas um dos pés que ser lançado no fogo eterno com as duas mãos e os dois pés. E, se seu olho o faz pecar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida eterna com apenas um dos olhos que ser lançado no inferno de fogo com os dois olhos. “Tomem cuidado para não desprezar nenhum destes pequeninos. Pois eu lhes digo que, no céu, os anjos deles estão sempre na presença de meu Pai celestial. E o Filho do Homem veio para salvar os que estão perdidos.” “Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se perder, o que vocês acham que ele fará? Não deixará as outras noventa e nove nos montes e sairá à procura da perdida? E, se a encontrar, eu lhes digo a verdade: ele se alegrará por causa dela mais que pelas noventa e nove que não se perderam. Da mesma forma, não é da vontade de meu Pai, no céu, que nenhum destes pequeninos se perca.” “Se um irmão pecar contra você, fale com ele em particular e chame-lhe a atenção para o erro. Se ele o ouvir, você terá recuperado seu irmão. Mas, se ele não o ouvir, leve consigo um ou dois outros e fale com ele novamente, para que tudo que você disser seja confirmado por duas ou três testemunhas. Se ainda assim ele se recusar a ouvir, apresente o caso à igreja. Então, se ele não aceitar nem mesmo a decisão da igreja, trate-o como gentio ou como cobrador de impostos. “Eu lhes digo a verdade: o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e o que desligarem na terra terá sido desligado no céu. “Também lhes digo que, se dois de vocês concordarem aqui na terra a respeito de qualquer coisa que pedirem, meu Pai, no céu, os atenderá. Pois, onde dois ou três se reúnem em meu nome, eu estou no meio deles”. Então Pedro se aproximou de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar alguém que peca contra mim? Sete vezes?”. Jesus respondeu: “Não sete vezes, mas setenta vezes sete. “Portanto, o reino dos céus pode ser comparado a um senhor que decidiu pôr em dia as contas com os servos que lhe deviam. No decorrer do processo, trouxeram diante dele um servo que lhe devia sessenta milhões de moedas. Uma vez que o homem não tinha como pagar, o senhor ordenou que ele, sua esposa, seus filhos e todos os seus bens fossem vendidos para quitar a dívida. “O homem se curvou diante do senhor e suplicou: ‘Por favor, tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo’. O senhor teve compaixão dele, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. “No entanto, quando o servo saiu da presença do senhor, foi procurar outro servo que trabalhava com ele e que lhe devia cem moedas de prata. Agarrou-o pelo pescoço e exigiu que ele pagasse de imediato. “O servo se curvou diante dele e suplicou: ‘Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo’. O credor, porém, não estava disposto a esperar. Mandou que o homem fosse lançado na prisão até que tivesse pago toda a dívida. “Quando outros servos, companheiros dele, viram isso, ficaram muito tristes. Foram ao senhor e lhe contaram tudo que havia acontecido. Então o senhor chamou o homem cuja dívida ele havia perdoado e disse: ‘Servo mau! Eu perdoei sua imensa dívida porque você me implorou. Acaso não devia ter misericórdia de seu companheiro, como tive misericórdia de você?’. E, irado, o senhor mandou o homem à prisão para ser torturado até que lhe pagasse toda a dívida. “Assim também meu Pai celestial fará com vocês caso se recusem a perdoar de coração a seus irmãos”. Mateus 18:1-35

Dia9

Quando Jesus terminou de dizer essas coisas, deixou a Galileia e foi para a região da Judeia, a leste do rio Jordão. Grandes multidões o seguiram, e ele curou os enfermos. Alguns fariseus apareceram e tentaram apanhar Jesus numa armadilha, perguntando: “Deve-se permitir que um homem se divorcie de sua mulher por qualquer motivo?”. “Vocês não leram as Escrituras?”, respondeu Jesus. “Elas registram que, desde o princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por isso o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, e os dois se tornam um só’. Uma vez que já não são dois, mas um só, que ninguém separe o que Deus uniu.” Eles perguntaram: “Então por que Moisés disse na lei que o homem poderia dar à esposa um certificado de divórcio e mandá-la embora?”. Jesus respondeu: “Moisés permitiu o divórcio apenas como concessão, pois o coração de vocês é duro, mas não era esse o propósito original. E eu lhes digo o seguinte: quem se divorciar de sua esposa, o que só poderá fazer em caso de imoralidade, e se casar com outra, cometerá adultério”. Os discípulos de Jesus disseram: “Se essa é a condição do homem em relação à sua mulher, é melhor não casar!”. “Nem todos têm como aceitar esse ensino”, disse Jesus. “Só aqueles que recebem a ajuda de Deus. Alguns nascem eunucos, alguns foram feitos eunucos por outros e alguns a si mesmos se fazem eunucos por causa do reino dos céus. Quem puder, que aceite isso.” Certo dia, trouxeram crianças para que Jesus pusesse as mãos sobre elas e orasse em seu favor, mas os discípulos repreendiam aqueles que as traziam. Jesus, porém, disse: “Deixem que as crianças venham a mim. Não as impeçam, pois o reino dos céus pertence aos que são como elas”. Então, antes de ir embora, pôs as mãos sobre a cabeça delas e as abençoou. Um homem veio a Jesus com a seguinte pergunta: “Mestre, que boas ações devo fazer para obter a vida eterna?”. “Por que você me pergunta sobre o que é bom?”, perguntou Jesus. “Há somente um que é bom. Se você deseja entrar na vida eterna, guarde os mandamentos.” “Quais?”, perguntou o homem. Jesus respondeu: “Não mate. Não cometa adultério. Não roube. Não dê falso testemunho. Honre seu pai e sua mãe. Ame o seu próximo como a si mesmo”. “Tenho obedecido a todos esses mandamentos”, disse o homem. “O que mais devo fazer?” Jesus respondeu: “Se você quer ser perfeito, vá, venda todos os seus bens e dê o dinheiro aos pobres. Então você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me”. Quando o rapaz ouviu isso, foi embora triste, porque tinha muitos bens. Então Jesus disse a seus discípulos: “Eu lhes digo a verdade: é muito difícil um rico entrar no reino dos céus. Digo também: é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no reino de Deus”. Ao ouvir isso, os discípulos ficaram perplexos e perguntaram: “Então quem pode ser salvo?”. Jesus olhou atentamente para eles e respondeu: “Para as pessoas isso é impossível, mas tudo é possível para Deus”. Então Pedro disse: “Deixamos tudo para segui-lo. Qual será nossa recompensa?”. Jesus respondeu: “Eu lhes garanto que, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar em seu trono glorioso, vocês, que foram meus seguidores, também se sentarão em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todos que tiverem deixado casa, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou propriedades por minha causa receberão em troca cem vezes mais e herdarão a vida eterna. Contudo, muitos primeiros serão os últimos, e muitos últimos serão os primeiros.” Mateus 19:1-30 “Pois o reino dos céus é como o dono de uma propriedade que saiu de manhã cedo a fim de contratar trabalhadores para seu vinhedo. Combinou de pagar uma moeda de prata por um dia de serviço e os mandou trabalhar. “Às nove da manhã, estava passando pela praça e viu por ali alguns desocupados. Contratou-os e disse-lhes que, no final do dia, pagaria o que fosse justo. E eles foram trabalhar no vinhedo. Ao meio-dia e às três da tarde, fez a mesma coisa. “Às cinco da tarde, estava outra vez na cidade e viu por ali mais algumas pessoas. ‘Por que vocês não trabalharam hoje?’, perguntou ele. “‘Porque ninguém nos contratou’, responderam. “Então o proprietário disse: ‘Vão e trabalhem com os outros no meu vinhedo’. “Ao entardecer, mandou o capataz chamar os trabalhadores e pagá-los, começando pelos que haviam sido contratados por último. Os que foram contratados às cinco da tarde vieram e receberam uma moeda de prata. Quando chegaram os que foram contratados primeiro, imaginaram que receberiam mais. Contudo, também receberam uma moeda de prata. Ao receber o pagamento, queixaram-se ao proprietário: ‘Aqueles trabalharam apenas uma hora e, no entanto, o senhor lhes pagou a mesma quantia que a nós, que trabalhamos o dia todo no calor intenso’. “O proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, não fui injusto. Você não concordou em trabalhar o dia inteiro por uma moeda de prata? Pegue seu dinheiro e vá. Eu quis pagar ao último trabalhador o mesmo que paguei a você. É contra a lei eu fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque fui bondoso com os outros?’. “Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”. Enquanto subia para Jerusalém, Jesus chamou os doze discípulos e lhes disse, em particular, o que aconteceria com ele: “Ouçam, estamos subindo para Jerusalém, onde o Filho do Homem será traído e entregue aos principais sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios, para que zombem dele, o açoitem e o crucifiquem. No terceiro dia, porém, ele ressuscitará”. Então a mãe dos filhos de Zebedeu veio a Jesus com seus filhos. Ela se ajoelhou diante dele a fim de lhe pedir um favor. “O que você quer?”, perguntou ele. Ela respondeu: “Por favor, permita que, no seu reino, meus dois filhos se sentem em lugares de honra ao seu lado, um à sua direita e outro à sua esquerda”. Jesus respondeu: “Vocês não sabem o que estão pedindo! São capazes de beber do cálice que estou prestes a beber?”. “Somos!”, disseram eles. Então Jesus disse: “De fato, vocês beberão do meu cálice. Não cabe a mim, no entanto, dizer quem se sentará à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai preparou esses lugares para aqueles que ele escolheu”. Quando os outros dez discípulos souberam o que os dois irmãos haviam pedido, ficaram indignados. Então Jesus os reuniu e disse: “Vocês sabem que os governantes deste mundo têm poder sobre o povo, e que os oficiais exercem sua autoridade sobre os súditos. Entre vocês, porém, será diferente. Quem quiser ser o líder entre vocês, que seja servo, e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que se torne escravo. Pois nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos”. Quando Jesus e seus discípulos saíam de Jericó, uma grande multidão os seguiu. Dois cegos estavam sentados à beira do caminho e, quando souberam que Jesus vinha naquela direção, começaram a gritar: “Senhor, Filho de Davi, tenha misericórdia de nós!”. “Calem-se!”, diziam aos brados os que estavam na multidão. Eles, porém, gritavam ainda mais alto: “Senhor, Filho de Davi, tenha misericórdia de nós!”. Ao ouvi-los, Jesus parou e perguntou: “O que vocês querem que eu lhes faça?”. Eles responderam: “Senhor, nós queremos enxergar!”. Jesus teve compaixão deles e tocou-lhes nos olhos. No mesmo instante, passaram a enxergar e o seguiram. Mateus 20:1-34

Dia10

Quando já se aproximavam de Jerusalém, Jesus e seus discípulos chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Jesus enviou na frente dois discípulos. “Vão àquele povoado adiante”, disse ele. “Assim que entrarem, verão uma jumenta amarrada, com seu jumentinho ao lado. Desamarrem os animais e tragam-nos para mim. Se alguém lhes perguntar o que estão fazendo, digam apenas: ‘O Senhor precisa deles’, e de imediato a pessoa deixará que vocês os levem.” Isso aconteceu para cumprir o que foi dito por meio do profeta: “Digam ao povo de Sião: ‘Vejam, seu Rei se aproxima. Ele é humilde e vem montado num jumento, num jumentinho, cria de jumenta’”. Os dois discípulos fizeram como Jesus havia ordenado. Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram seus mantos sobre o jumentinho, e Jesus montou nele. Grande parte da multidão estendeu seus mantos ao longo do caminho diante de Jesus, e outros cortaram ramos das árvores e os espalharam pelo chão. E as pessoas, tanto as que iam à frente como as que o seguiam, gritavam: “Hosana, Filho de Davi! Bendito é o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto céu!”. Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade estava em grande alvoroço. “Quem é este?”, perguntavam. A multidão respondia: “É Jesus, o profeta de Nazaré, da Galileia”. Então Jesus entrou no templo e começou a expulsar todos que ali estavam comprando e vendendo animais para os sacrifícios. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, dizendo: “As Escrituras declaram: ‘Meu templo será chamado casa de oração’, mas vocês o transformaram num esconderijo de ladrões!”. Os cegos e os coxos vieram a Jesus no templo, e ele os curou. Quando os principais sacerdotes e mestres da lei viram esses milagres maravilhosos e ouviram até as crianças no templo gritar “Hosana, Filho de Davi”, ficaram indignados. “Está ouvindo o que as crianças estão dizendo?”, perguntaram a Jesus. “Sim”, respondeu ele. “Vocês nunca leram as Escrituras? Elas dizem: ‘Ensinaste crianças e bebês a te dar louvor’.” Então ele voltou a Betânia, onde passou a noite. De manhã, enquanto voltava para Jerusalém, Jesus teve fome. Encontrando uma figueira à beira do caminho, foi ver se havia figos, mas só encontrou folhas. Então, disse à figueira: “Nunca mais dê frutos!”. E, no mesmo instante, a figueira secou. Quando os discípulos viram isso, ficaram admirados e perguntaram: “Como a figueira secou tão depressa?”. Jesus respondeu: “Eu lhes digo a verdade: se vocês tiverem fé e não duvidarem, poderão fazer o mesmo que fiz com esta figueira, e muito mais. Poderão até dizer a este monte: ‘Levante-se e atire-se no mar’, e isso acontecerá. Se crerem, receberão qualquer coisa que pedirem em oração”. Quando Jesus voltou ao templo e começou a ensinar, os principais sacerdotes e líderes do povo vieram até ele e perguntaram: “Com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu esse direito?”. Jesus respondeu: “Eu lhes direi com que autoridade faço essas coisas se vocês responderem a uma pergunta: A autoridade de João para batizar vinha do céu ou era apenas humana?”. Eles discutiram a questão entre si: “Se dissermos que vinha do céu, ele perguntará por que não cremos em João. Mas, se dissermos que era apenas humana, seremos atacados pela multidão, pois todos pensam que João era profeta”. Por fim, responderam a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus replicou: “Então eu também não direi com que autoridade faço essas coisas.” “O que acham disto? Um homem que tinha dois filhos disse ao mais velho: ‘Filho, vá trabalhar no vinhedo hoje’. O filho respondeu: ‘Não vou’, mas depois mudou de ideia e foi. Então o pai disse ao outro filho: ‘Vá você’, e ele respondeu: ‘Sim senhor, eu vou’, mas não foi. “Qual dos dois obedeceu ao pai?” Eles responderam: “O primeiro”. Então Jesus explicou: “Eu lhes digo a verdade: cobradores de impostos e prostitutas entrarão no reino de Deus antes de vocês. Pois João veio e mostrou o caminho da justiça, mas vocês não creram nele, enquanto cobradores de impostos e prostitutas creram. E, mesmo depois de verem isso, vocês se recusaram a mudar de ideia e crer nele.” “Agora, ouçam outra parábola. O dono de uma propriedade plantou um vinhedo. Construiu uma cerca ao redor, um tanque de prensar e uma torre para o guarda. Depois, arrendou o vinhedo a alguns lavradores e partiu para um lugar distante. No tempo da colheita da uva, enviou seus servos a fim de receber sua parte da colheita. Os lavradores agarraram os servos, espancaram um deles, mataram outro e apedrejaram o terceiro. Então o dono da propriedade enviou um grupo maior de servos para receber a parte dele, mas o resultado foi o mesmo. “Por fim, o dono enviou seu filho, pois pensou: ‘Certamente respeitarão meu filho’. “No entanto, quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros: ‘Aí vem o herdeiro da propriedade. Vamos matá-lo e tomar posse desta terra!’. Então o agarraram, o arrastaram para fora do vinhedo e o mataram. “Quando o dono da terra voltar, o que vocês acham que ele fará com aqueles lavradores?”, perguntou Jesus. Os líderes religiosos responderam: “Ele os matará cruelmente e arrendará o vinhedo para outros, que lhe darão sua parte depois de cada colheita”. Então Jesus disse: “Vocês nunca leram nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram se tornou a pedra angular. Isso é obra do Senhor e é maravilhosa de ver’? Eu lhes digo que o reino de Deus lhes será tirado e entregue a um povo que produzirá os devidos frutos. Quem tropeçar nesta pedra será despedaçado, e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó”. Quando os principais sacerdotes e fariseus ouviram essa parábola, perceberam que eles eram os lavradores maus a que Jesus se referia. Queriam prendê-lo, mas tinham medo das multidões, pois elas o consideravam um profeta. Mateus 21:1-46 Jesus lhes contou outras parábolas. Disse ele: “O reino dos céus pode ser ilustrado com a história de um rei que preparou um grande banquete de casamento para seu filho. Quando o banquete estava pronto, o rei enviou seus servos para avisar os convidados, mas todos se recusaram a vir. “Então ele enviou outros servos para lhes dizer: ‘Já preparei o banquete; os bois e novilhos gordos foram abatidos, e tudo está pronto. Venham para a festa!’. Mas os convidados não lhes deram atenção e foram embora: um para sua fazenda, outro para seus negócios. Outros, ainda, agarraram os mensageiros, os insultaram e os mataram. “O rei ficou furioso e enviou seu exército para destruir os assassinos e queimar a cidade deles. Disse a seus servos: ‘O banquete de casamento está pronto, e meus convidados não são dignos dessa honra. Agora, saiam pelas esquinas e convidem todos que vocês encontrarem’. Então os servos trouxeram todos que encontraram, tanto bons como maus, e o salão do banquete se encheu de convidados. “Quando o rei entrou para recebê-los, notou um homem que não estava vestido de forma apropriada para um casamento e perguntou-lhe: ‘Amigo, como é que você se apresenta sem a roupa de casamento?’. O homem não teve o que responder. Então o rei disse: ‘Amarrem-lhe as mãos e os pés e lancem-no para fora, na escuridão, onde haverá choro e ranger de dentes’. “Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos”. Então os fariseus se reuniram para tramar um modo de levar Jesus a dizer algo que desse motivo para o prenderem. Enviaram alguns de seus discípulos, junto com os partidários de Herodes, para se encontrarem com ele. Disseram: “Mestre, sabemos como o senhor é honesto e ensina o caminho de Deus de acordo com a verdade. É imparcial e não demonstra favoritismo. Agora, diga-nos o que o senhor pensa a respeito disto: É certo pagar impostos a César ou não?”. Jesus, porém, sabia de sua má intenção e disse: “Hipócritas! Por que vocês tentam me apanhar numa armadilha? Mostrem-me a moeda usada para pagar o imposto”. Quando lhe deram uma moeda de prata, ele disse: “De quem são a imagem e o título nela gravados?”. “De César”, responderam. “Então deem a César o que pertence a César, e deem a Deus o que pertence a Deus”, disse ele. Sua resposta os deixou admirados, e eles foram embora. No mesmo dia, vieram a Jesus alguns saduceus, líderes religiosos que afirmam não haver ressurreição dos mortos, e perguntaram: “Mestre, Moisés disse: ‘Se um homem morrer sem deixar filhos, o irmão dele deve se casar com a viúva e ter um filho, que dará continuidade ao nome do irmão’. Numa família havia sete irmãos. O mais velho se casou e morreu sem deixar filhos, de modo que seu irmão se casou com a viúva. O segundo irmão também morreu, e o terceiro irmão se casou com ela. E assim por diante, até o sétimo irmão. Por fim, a mulher também morreu. Diga-nos, de quem ela será esposa na ressurreição? Afinal, os sete se casaram com ela”. Jesus respondeu: “O erro de vocês está em não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus, pois, quando os mortos ressuscitarem, não se casarão nem se darão em casamento. Nesse sentido, serão como os anjos do céu. “Agora, quanto a haver ressurreição dos mortos, vocês não leram a esse respeito nas Escrituras? Deus disse: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’. Portanto, ele é o Deus dos vivos, e não dos mortos”. Quando as multidões o ouviram, ficaram admiradas com seu ensino. Sabendo os fariseus que Jesus tinha calado os saduceus com essa resposta, reuniram-se novamente para interrogá-lo. Um deles, especialista na lei, tentou apanhá-lo numa armadilha com a seguinte pergunta: “Mestre, qual é o mandamento mais importante da lei de Moisés?”. Jesus respondeu: “‘Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de toda a sua mente’. Este é o primeiro e o maior mandamento. O segundo é igualmente importante: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Toda a lei e todas as exigências dos profetas se baseiam nesses dois mandamentos”. Então, rodeado pelos fariseus, Jesus lhes fez a seguinte pergunta: “O que vocês pensam do Cristo? De quem ele é filho?”. Eles responderam: “É filho de Davi”. Jesus perguntou: “Então por que Davi, falando por meio do Espírito, chama o Cristo de ‘meu Senhor’? Pois Davi disse: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Sente-se no lugar de honra à minha direita até que eu humilhe seus inimigos debaixo de seus pés’. Portanto, se Davi chamou o Cristo de ‘meu Senhor’, como ele pode ser filho de Davi?”. Ninguém conseguiu responder e, depois disso, não se atreveram a lhe fazer mais perguntas. Mateus 22:1-46 Então Jesus disse às multidões e a seus discípulos: “Os mestres da lei e os fariseus ocuparam o lugar de intérpretes oficiais da lei de Moisés. Portanto, pratiquem tudo que eles dizem e obedeçam-lhes, mas não sigam seu exemplo, pois eles não fazem o que ensinam. Oprimem as pessoas com exigências insuportáveis e não movem um dedo sequer para aliviar seus fardos. “Tudo que fazem é para se exibir. Usam nos braços filactérios mais largos que de costume e vestem mantos com franjas mais longas. Gostam de sentar-se à cabeceira da mesa nos banquetes e de ocupar os lugares de honra nas sinagogas. Gostam de receber saudações respeitosas enquanto andam pelas praças e de ser chamados de ‘Rabi’. “Não deixem que pessoa alguma os chame de ‘Rabi’, pois vocês têm somente um mestre, e todos vocês são irmãos. Não se dirijam a pessoa alguma aqui na terra como ‘Pai’, pois somente Deus no céu é seu Pai. Não deixem que pessoa alguma os chame de ‘Mestre’, pois vocês têm somente um mestre, o Cristo. O mais importante entre vocês deve ser servo dos outros, pois os que se exaltam serão humilhados, e os que se humilham serão exaltados. “Que aflição os espera, mestres da lei e fariseus! Hipócritas! Fecham a porta do reino dos céus na cara das pessoas. Vocês mesmos não entram e não permitem que os outros entrem. “Que aflição os espera, mestres da lei e fariseus! Hipócritas! Tomam posse dos bens das viúvas de maneira desonesta e, depois, para dar a impressão de piedade, fazem longas orações em público. Por causa disso, serão duramente castigados. “Que aflição os espera, mestres da lei e fariseus! Hipócritas! Atravessam terra e mar para converter alguém e depois o tornam um filho do inferno, duas vezes pior que vocês. “Que aflição os espera, guias cegos! Vocês dizem não haver importância se alguém jura ‘pelo templo de Deus’, mas se jurar ‘pelo ouro do templo’ será obrigado a cumprir o juramento. Tolos cegos! O que é mais importante: o ouro ou o templo, que torna o ouro sagrado? Dizem também não haver importância se alguém jura ‘pelo altar’, mas se jurar ‘pelas ofertas sobre o altar’ será obrigado a cumprir o juramento. Cegos! O que é mais importante: a oferta sobre o altar ou o altar, que torna a oferta sagrada? Quando juram ‘pelo altar’, juram por ele e por tudo que está sobre ele. Quando juram ‘pelo templo’, juram por ele e por Deus, que nele habita. Quando juram ‘pelo céu’, juram pelo trono de Deus e por Deus, que se senta no trono. “Que aflição os espera, mestres da lei e fariseus! Hipócritas! Têm o cuidado de dar o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciam os aspectos mais importantes da lei: justiça, misericórdia e fé. Sim, vocês deviam fazer essas coisas, mas sem descuidar das mais importantes. Guias cegos! Coam a água para não engolir um mosquito, mas engolem um camelo! “Que aflição os espera, mestres da lei e fariseus! Hipócritas! Têm o cuidado de limpar a parte exterior do copo e do prato, enquanto o interior está imundo, cheio de ganância e falta de domínio próprio. Fariseus cegos! Lavem primeiro o interior do copo e do prato, e o exterior também ficará limpo. “Que aflição os espera, mestres da lei e fariseus! Hipócritas! São como túmulos pintados de branco: bonitos por fora, mas cheios de ossos e de toda espécie de impureza por dentro. Por fora parecem justos, mas por dentro seu coração está cheio de hipocrisia e maldade. “Que aflição os espera, mestres da lei e fariseus! Hipócritas! Constroem túmulos para os profetas, enfeitam os monumentos dos justos e depois dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos antepassados, não teríamos participado com eles do derramamento de sangue dos profetas’. “Ao dizer isso, porém, testemunham contra si mesmos que são, de fato, descendentes dos que assassinaram os profetas. Vão e terminem o que seus antepassados começaram. Serpentes! Raça de víboras! Como escaparão do julgamento do inferno? “Por isso eu lhes envio profetas, homens sábios e mestres da lei. Vocês crucificarão alguns e açoitarão outros nas sinagogas, perseguindo-os de cidade em cidade. Como resultado, serão responsabilizados pelo assassinato de todos os justos de todos os tempos, desde o assassinato do justo Abel até o de Zacarias, filho de Baraquias, que vocês mataram no templo, entre o santuário e o altar. Eu lhes digo a verdade: esse julgamento cairá sobre a presente geração.” “Jerusalém, Jerusalém, cidade que mata profetas e apedreja os mensageiros de Deus! Quantas vezes eu quis juntar seus filhos como a galinha protege os pintinhos sob as asas, mas você não deixou. E, agora, sua casa foi abandonada e está deserta. Pois eu lhe digo: você nunca mais me verá, até que diga: ‘Bendito é o que vem em nome do Senhor!’”. Mateus 23:1-39

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